quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Lançamentos Companhia das Letras

Oi pessoal! Tudo bem?
Hoje trago para vocês as novidades de Agosto da Companhia das Letras.

·         Uma história natural da curiosidade, de Alberto Manguel: Em Uma história natural da curiosidade, Alberto Manguel mapeia os autores que o inspiraram ao longo de sua vida como leitor.  Não se trata, porém, de um leitor qualquer. Manguel vivia rodeado por 30 mil livros em sua casa na França e atualmente dirige a Biblioteca Nacional da Argentina, cargo antes ocupado por Jorge Luis Borges.

·         Viva a língua brasileirade Sérgio Rodrigues: Este livro é uma declaração de amor à língua portuguesa falada no Brasil. Em forma de verbetes rápidos e instrutivos, dá dicas e tira dúvidas que você sempre teve sobre o uso do idioma.

·         Poema sujo, de Ferreira Gullar: Publicado originalmente em 1976, Poema sujo transformou a paisagem da poesia brasileira. O poema foi escrito na Argentina, onde o autor se encontrava exilado. Quarenta anos depois, continua atual como nunca.

·         Simpatia pelo demônio, de Bernardo Carvalho: O terrorismo contemporâneo e uma louca história de paixão são os temas deste novo romance de Bernardo Carvalho. Uma aventura sobre o poder, a maldade e o desejo.

·         O inferno dos outros, de David Grossman: Uma piada é só uma piada? Neste romance corajoso e atual, David Grossman cria um insólito show de stand up comedy, no qual um humorista expõe seus dramas mais profundos, convertendo o riso em melancolia.

E você? Qual livro gostaria de ler?

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Resenha: O Jogo do Anjo - Carlos Ruiz Zafón

Por Gláucia Guilhem


Não queria começar com “não gostei” ou “ não indico”, mas são as  palavras que melhor traduzem o sentimento ao terminar a leitura, mas posso me explicar...
Terminei A Sombra do Vento embevecida, estimulada e muito encantada com o estilo de Zafón. Comecei O Jogo do Anjo com as mais altas expectativas e considero que este tenha sido o erro, não as atingi.
Mais um escritor – novos acontecimentos – uma vida muito diferente. David Martin, o protagonista, com uma vida sofrida e com mudanças constantes.
“Ainda não posso morrer, tenho coisas a fazer. Depois terei a vida inteira para morrer.” Pág.77
David tinha muitas coisas para fazer. Viver seu amor com Cristina e ajudar seu amigo Pedro Vidal, que se achava um escritor.
Ser um escritor famoso, ver seu nome na capa de livros na livraria do Sr. Sempere, personagem amável e querido, desdeA Sombra do vento, muito bom reencontrá-lo.
Mas “um escritor nunca é uma pessoa de confiança” pág. 103
E sua vida segue aos trancos e barrancos, às vezes escrevendo livros que não o agradavam para sua sobrevivência. Até que recebe uma proposta de trabalho misteriosa, diferente e suspeita.
“Ninguém está plenamente consciente da cobiça que se esconde em seu coração até o momento em que ouve o doce tilintar da grana em seu bolso.” Pág.164
Doente, namiséria e vencido pela insistência do “Patrão” ,como chamava o editor Andreas Corelli, responsável pela encomenda do livro que mudaria sua vida.
Zafón é admirável em suas descrições, com riqueza de detalhes e com a habilidade ímpar de direcionar todos os personagens( e são muitos) pelos caminhos da trama.
Surge Isabella. Um“ anjo da guarda”  e uma pedra no calcanhar de David, mas responsável pela descoberta de sentimentos  antes por ele desconhecidos.
O suspense é trabalhado com maestria, com surgimento de personagens e fatos novos constantes. Considero desnecessário o terror que se apresenta em alguns momentos. Só o suspense já faria o seu papel.
Uma soma de mortes e desencontros amorosos. Sem final feliz, sem viverem felizes para sempre, com romances improváveis.
“A vida lhe ensinou que todos nós precisamos tanto de grandes e pequenas mentiras quanto dear.” Pág.361
Para quem tem o dom de desvendar mistérios, perfeito.
Para quem aprecia uma boa escrita, ótimo.
Para quem busca calmaria e encontros confortantes, não indicado.
“A única maneira de conhecer realmente um escritor é através do rastro de tinta que ele vai deixando.” Pág. 294

Ou sangue...