"Olhe bem tudo que temos em volta: água agitada, árvores,
luzes que brincam a cada minuto do dia, mudando de intensidade e de cor,
pássaros que circulam acima das nossas cabeças, peixes que tentam não ser pegos
pelas gaivotas e continuam à caça de outros peixes. É toda uma harmonia de
sons: das ondas, do vento, da areia. No meio desse concerto incrível de vidas e
matérias, estamos você, eu e todos os seres humanos em volta. Quantos deles
veem tudo isso que acabo de enumerar? Quantos se dão conta, a cada manhã, do
privilégio que é acordar e ver, sentir, tocar, ouvir? Quantos de nós são
capazes de esquecer por um instante as preocupações, para se maravilhar com
esse espetáculo fantástico? Acho que a maior inconsciência do homem é com
relação à própria vida." pág. 116
Todo mundo já viu o filme “E se fosse verdade” na Sessão da
Tarde, não é mesmo?
Aquele com o Mark Rufalo e a Reese Witherspoon. Por eu já
ter visto o filme umas 3 vezes, fiquei meio desmotivada para ler o livro que
deu origem a ele, pois como já disse aqui gosto sempre de ler o livro primeiro
e depois ver o filme, mas nesse caso, eu nem sabia que o livro existia e que
era de Marc Levy que eu adoro!
Mesmo meio desanimada eu peguei o livro para ler, e para
minha grata surpresa o livro é totalmente diferente do filme! É como se fosse
uma estória parecida, mas com vários pontos que se distanciam. Até porque esse
livro tem continuação! :)
Lauren é um residente de medicina, muito focada, de gênio
forte que sofre um acidente de carro e fica em coma. Após 6 meses nesse estado, sua mãe coloca o apartamento da filha para locação.
Arthur é o locatário. Um belo dia encontra uma mulher em sua sala. Ele acha
que é pegadinha do sócio, tenta expulsa-la da casa, acha que ela é maluca, mas por fim acaba indo ao hospital e vendo-a na cama, só assim acredita na situação de Lauren.
“Não tenho irmã nenhuma. Sou eu, deitada ali, eu mesma. Faça
um esforço e tente admitir, mesmo parecendo inadmissível. Não tem truque nenhum
e não ache que está dormindo. Só tenho você, Arthur, tem que acreditar, não me
vire as costas. Preciso da sua ajuda, é a única pessoa na Terra com quem falo
há seis meses, o único ser humano a sentir minha presença e me ouvir”. P. 47
Paul, o sócio, acha que Arthur esta ficando louco, pois vê o amigo falando sozinho e agindo de forma estranha. Leva-o
para fazer uma bateria de exames, que dão normais, e mesmo em dúvida fica do
lado de Arthur.
Paul é um personagem que ganha a trama porque ele é muito engraçado! Vale
boas risadas.
O personagem de Arthur é muito sensível, muito fofo! Não tem
como não ama-lo! Lauren aprende aos poucos a administrar o gênio forte, o final é meio frustrante, mas fiquei logo sabendo que temos a continuação desse livro.
A escrita de Levy é um pouco lenta, mas cheia de romance e logo o leitor se envolve na trama.
O livro é cheio de frases de"auto ajuda” e
por mais clichês que possam parecer, eu adoro! Porque sempre tem uma que se
encaixa certinho num momento difícil que você possa estar vivendo.




