terça-feira, 3 de setembro de 2013

Resenha: A menina que semeava - Lou Arounica

"Sentiu saudades do jeito como ela falava com ele, como a maneira dela de pronunciar a palavra "papai" fazia parecer que tudo ia dar certo. Como ela lhe dera motivos para acreditar que todas as promessas poderiam ser realizadas, todos os obstáculos, superados." pag 10
Sinopse:
Chris Astor é um homem de seus quarenta e poucos anos que está passando pelo mais difícil trecho de sua vida. Ele tem uma filha, Becky, de 14 anos, que já passou imensas dificuldades até chegar a se tornar uma moça vibrante e alegre, mas que parece que terá que enfrentar mais um grande problema em sua vida. Quando Becky era pequena e teve câncer, Chris e ela inventaram um conto de fadas, uma fantasia infantil que adquiriu vida e tornou-se um terrível, provavelmente fatal, problema. Agora, Chris, Becky e Miea (a jovem rainha da fantasia criada por pai e filha) terão que desvendar um segredo: o segredo de por que seus mundos de fantasia e realidade se juntaram neste momento. O segredo para o propósito disso tudo. O segredo para o futuro. É um segredo que, se descoberto, irá redefinir a mente de todos eles.A menina que semeava é um romance de esforço e esperança, invenção e redescoberta. Ele pode muito bem levá-lo a algum lugar que você nunca imaginou que existisse. Uma fantasia que trabalha assuntos densos como a separação dos pais, oncologia infantil, separação de filha e pai, adolescência. "A menina que semeava" não é um livro sobre adolescentes comuns. É sobre uma que se deparou prematuramente com a ameaça do fim e teve de tentar aprender a lidar com ele.

"A Menina que Semeava" é um sick-lit que deixa até as pessoas mais duronas com lágrimas nos olhos.
Beck é uma menina de 14 anos que desde os 5 sofre de leucemia. 
Ela já fez o tratamento, melhorou, mas teve uma reincidiva. 
Há 4 anos seus pais se separaram, e nada poderia ser pior para Chris, o pai da garota. 
Ele ama a sua filha mais que tudo, e para aliviar a dor de ambos, ele constrói um reino de fantasia chamado Tamarisk, e conta a estória desse reino para a garota dormir.

Tamarisk é governado por Miea. Tudo ia muito bem, até que ele é atacado por um tipo muito agressivo de praga (assim como Tamarisk, Beck também estava sendo atacada por "pragas", né?) e só a jovem Miea poderá salvar esse reino encantando.

Eu não sou fã de livros de fantasia, mas esse me encantou pelo amor do pai pela filha, pelo modo que ele consegue minimizar a dor de Beck, como ele consegue aprender a expressar seus sentimentos e sua dor.

O livro tem o início um pouco lento, as estórias se intercalam o que pode deixar o leitor um pouco perdido (eu fiquei), mas depois vai ficando interessante.
As estórias (realidade e fantasia) se entrelaçam, e a gente se pergunta o que é real e o que é ficção no livro.

Uma parte que achei muito relevante, é quando Beck diz que o pai sempre finge que as coisas estão bem, que queria que ele assumisse claramente os seus sentimentos, porque ela precisava disso. As vezes, os pais (e eu falo isso como mãe que sou) tentamos de tantas formas proteger nossos filhos, quando eles só querem a verdade.



Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581632407
Ano: 2013
Páginas: 416
Tradutor: Maria Angela Amorim de Paschoal

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Resenha: Cidades de Papel - John Green

"Eis o que não é bonito em tudo isso: daqui não se vê a poeira ou a tinta rachando ou sei lá o quê, mas dá para ver o que este lugar é de verdade. Dá para ver o quanto é falso. Não é nem consistente o suficiente para ser feito de plástico. É uma cidade de papel. Quer dizer, olhe só para ela, Q: olhe para todas aquelas ruas sem saída, aquelas ruas que dão volta em si mesmas, todas aquelas cosas construídas para virem abaixo. Todas aquelas pessoas de papel vivendo suas vidas em casas de papel,queimando o futuro para se manterem aquecidas."p. 68

Eu adoro o John Green, amo de paixão os livros dele, então é claro que não podia ser diferente, amei "Cidades de Papel". 

Neste livro Green conta a estória de Quentin Jacobsen: um garoto de 18 anos que esta prestes a se formar no ensino médio, está a alguns dias do baile de formatura. Ele é um garoto centrado, responsável, tem amigos muito bacanas e meio nerds (Radar e Ben), seus pais são psicólogos, e ele tem uma paixão platônica por Margo, sua vizinha desde os 2 anos de idade.

Margo é a garota popular da escola. Ela e Q sempre foram amigos, mas quando eles tinham 10 anos, uma cena mudou tudo, eles viram um homem morto pendurado numa árvore. De alguma forma depois desse dia, a amizade dos dois nunca mais foi a mesma, até que 8 anos depois Margo convida Quentin para um engenhoso plano de vingança contra o seu namorado que a traiu. 
No dia seguinte ela some. 
No entanto, as sumidas de Margo eram mais ou menos comuns, e ela sempre deixava pistas. Quentim recorre a todo tipo de mensagem que ela possa ter deixado, sua meta é acha-la.

O que mais gosto nos livros de Jonh Green é que fico pensando na estória durante dias. 
São livros para "adolescentes", mas que fazem qualquer pessoa pensar sobre si mesma, sobre a vida, sobre tudo.
Nesse livro, eu me peguei pensando nessa questão de ser uma pessoa de papel, vidas de papel...como a gente às vezes se torna pessoas superficiais, como temos idéias do que as pessoas são, mas nunca saberemos exatamente como elas são e o que sentem. 
Como corremos atrás de nossas obsessões (e no livro explora muito bem isso na parte que a professora fala sobre Moby Dick) sem no entanto pararmos para conhecer e ver se aquela pessoa é só uma projeção do que queremos ou se é realmente assim.
Quentim descobre diversas Margos. A Margo dos amigos dela, a que ela espera, a dos pais dela...cada um faz uma idéia de como a Margo era, mas quem será que ela era realmente? Quem somos realmente? E quem nos conhece de verdade?

"Pensei na minha Margo, na Margo de Lacey, na Margo da Sra Spiegelman, e em todos nós olhando para o reflexo dela nos vários espelhos de um labirinto de espelhos de um parque de diversões". p. 211

Paguei R$22,00

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Indico: Guia Politacamente Incorreto da História do Mundo - Leandro Narloch

Eu adoro essa série de "Guia Politicamente Incorreto da História..." que o Leandro Narloch escreve.
Já tinha livro o guia do Brasil, que é muito bom! E agora comprei o da história do mundo.
Há quem chame Narloch de reacionário, burquês e etc, mas eu adoro os livros dele, primeiro porque são divertidos, segundo porque é uma visão diferente do mundo.
Através de pesquisas, Leandro nos conta uma nova história, um novo ponto de vista!
Por ex, segundo vários historiadores, não foi Nero que pôs fogo em Roma, Gandhi era racista e nunca existiu na idade Média o cinto de castidade.
Se é verdade ou não, eu não sei, mas acho interessante ter uma outra visão das coisas. ;)

Aqui tem uma entrevista recente que ele deu para o programa Agora É Tarde.




Paguei R$31.